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Tomaz Miranda –

Uma nova safra e das boas…

 

Ele vive e respira música…

“Eu sou um apaixonado pelas músicas regionais do Brasil,

o côco, jongo, ciranda, maracatu, baião, xote, frevo… 

Canto disso tudo nos meus shows e minhas rodas,

com um destaque para o samba, que foi o gênero 

que me fez querer ser músico e artista!”. 

 

 

Tomaz Miranda Iniciou os estudos musicais ainda criança, aos seis anos na ProArte, na oficina de musicalização do professor Luis Carlos Tcheco. Depois, aos dez, foi para os clássicos, à investida da vez foi o piano com a professora Elza Schachter, com aulas em Laranjeiras, onde manteve os estudos até os doze, quando passou ao piano popular com Tomás Improta, em Santa Teresa. E não parou. Logo enveredou para o cavaco. A partir dos treze anos passou pelas mãos de Ignez Perdigão e Jayme Vignoli.

 

A música transcende a alma de Tomaz. É formado em música – Bacharelado em Arranjo – pela UNIRIO, desde 2011. Com 15 anos, selou seu primeiro trabalho como músico, em uma roda de choro, no Porcão de Ipanema.

 

Sua alusão ao samba fica por conta de Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Aldir e Cartola, que segundo ele: são as suas “referências monstruosas”. Mas também bebe de outras fontes, como os grandes compositores do samba, como Paulinho da Viola, Dona Ivone Lara, Martinho, Noel, Mario Lago, Candeia, Nelson Cavaquinho e as Velhas Guardas das Escolas de Samba. Têm prazer em ouvir os compositores da Portela, da Mangueira, do Salgueiro, do Império Serrano, entre outros.

 

E essa musicalidade, talvez seja a linha tênue que une Tomaz ao “Simpatia é Quase Amor”, bloco do qual é diretor e cantor, um dos principais do carnaval do Rio de Janeiro. Foi mestre-sala até aprender a tocar cavaco. Pular para cima do carro de som foi uma questão de pouco tempo. Hoje, comanda a música do Simpatia, sendo há 10 anos o cantor oficial.

 

Perguntado como foi essa trajetória no bloco, desde a primeira presença até hoje, Tomaz é enfático: “A primeira presença foi na barriga da minha mãe, no carnaval de 87, tenho até foto…  rsrs… Desde então, sempre desfilei. Fui mestre-sala mirim do Simpatia, depois que passei a tocar cavaquinho, pulei pro carro de som, até assumir o microfone”.

 

Essa transição foi simples e automática, o bloco é organizado por um grupo de amigos. Na medida em que foi ficando mais velho, acabou assumindo algumas responsabilidades na organização, principalmente na parte musical. Sem falar que seu pai é um dos fundadores. Foi inevitável a total integração ao bloco. Mas, é claro, o gosto pela música fala mais alto, e o fato de ter se tornado músico profissional foi um fator decisivo.

 

Inquieto, na última década, como cavaquinhista fez parte dos grupos “Vai-da-Valsa” e “Coisa & Tal”, esses são nascidos dos encontros musicais no Bip-Bip, reduto de boa música, em Copacabana.

 

Acompanhou ainda os cantores Lucio Sanfilippo (assinou alguns dos arranjos dos discos do cantor, além de fazer parte de sua banda) e Marina Iris (tocando cavaquinho). Das histórias com eles, traz boas lembranças, como: quando foi acompanhar o Sanfilippo na Bienal do Livro, em Buenos Aires (ele cantando e Tomaz tocando). Fez show na FUNCEB – Fundação Centro de Estudos Brasileiros de Buenos Aires. Passou ainda pela França, onde acompanhou o cantor Paulo Cunha em show.

 

O ano de 2012 – é chegada a hora de se lançar em carreira solo. Assim, nasceu em julho o show “Nossa Roda de Samba”, no Centro Cultural Carioca. Em 2013, foi finalista do concurso Novos Bambas do Velho Samba, promovido pelo Carioca da Gema.  Depois rodou o circuito de casas como Carioca da Gema, Rio Scenarium, Trapiche, Santa Luzia e outras…

 

E em julho de 2015, nasce o primeiro CD da carreira – “Os Sambas Que Me Dizem” – “O primeiro disco reproduz um pouco do ambiente em que eu aprendi música, que foi a roda de samba. Então, é essa sonoridade, essa identidade musical que me forjou…”, atesta Tomaz.

 

E contou com participação de Moacyr Luz, Beth Carvalho e Toninho Geraes. E com direito a lançamento no templo do Teatro Rival. O CD vem com três músicas autorais. O show foi memorável, recebeu em torno de 400 pessoas, e olha que era uma segunda-feira.

 

“O primeiro CD do Tomaz permite ao apresentador seguir vários caminhos. Isso já diz bastante sobre a importância desse lançamento. Escolhi a trilha clássica, a partir de Noel Rosa: samba não se aprende no colégio – a menos que a escola seja a rua e o povo. A aprendizagem de Tomaz Miranda é impecável. Ele é, para minha maior alegria, um bendito fruto do Simpatia é Quase Amor. Aprendeu bem e depressa. Em tempos de cópias das cópias, de clones dos clones, de coveiros e plagiários, de comerciantes fantasiados de “gênios” babacas, todos em suas respectivas tocas e igrejinhas, Tomaz é clara e brilhante exceção.”, atesta o baluarte Aldir Blanc .

Eclético e considerado um excelente musico, já fez estrada com Nelson Sargento, Luiz Carlos da Vila, Monarco e outros. Também bateu ponto aos domingos, durante cinco anos, com o Grupo Acerta o Passo para a roda de choro do Restaurante Barsa, na CADEG.

 

“Pretendo apresentar meu trabalho com qualidade e abrir portas no Rio e fora do Estado para continuar vivendo e cantar minha música. Aumentar meu alcance, ganhar as pessoas, ser ouvido…”, sentencia.

 

E basta acompanhar umas das rodas, onde toca, canta e encanta, para ter a certeza que ele é uma grata surpresa. Aporta uma vez por mês no AL-Farabi, na Rua do Rosário, entre outros espaços.